Mulher é encontrada sem vida dentro de casa na região do Campo Limpo

Uma tragédia abalou a rotina de um bairro da zona sul de São Paulo nesta quarta-feira (25 de fevereiro de 2026). Angelina Maria Ramos, de 58 anos, foi encontrada sem vida dentro de sua residência, localizada no Jardim das Palmas, na região do Campo Limpo. A descoberta causou choque entre familiares e vizinhos, que ainda tentam entender o que levou a um desfecho tão doloroso em uma casa que, até então, parecia comum.
O corpo foi localizado ao lado da cama, durante a manhã, por outro filho da vítima. Ele decidiu ir até o local após perceber algo fora do habitual e, ao entrar no quarto, encontrou a cena que mudou completamente o dia da família. A Polícia Militar foi acionada imediatamente e, após a análise inicial do cenário, identificou indícios de crime ocorrido no ambiente familiar. Havia marcas visíveis no pescoço da mulher, compatíveis com a suspeita de feminicídio.
Conforme informações preliminares da PM, um dos filhos de Angelina foi detido no mesmo dia, em outra região da capital paulista. Ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde prestará esclarecimentos e passará por interrogatório formal. A autoridade policial destacou que a investigação está em estágio inicial, concentrada na coleta de provas técnicas, na oitiva de testemunhas e na análise do histórico de convivência familiar.
Casos como esse reacendem discussões sobre a violência que ocorre dentro de casa, muitas vezes invisível para a sociedade. Especialistas em segurança pública apontam que o feminicídio é uma das formas mais graves de agressão contra a mulher, geralmente associado a dinâmicas de controle, conflitos prolongados ou dependência emocional. Em São Paulo, estatísticas recentes indicam que grande parte desses crimes envolve pessoas próximas à vítima, tornando a apuração ainda mais sensível.
No Jardim das Palmas, bairro de perfil residencial e convivência próxima entre vizinhos, a notícia gerou consternação. Moradores relataram que Angelina era discreta, dedicada à família e à rotina doméstica. A informação se espalhou rapidamente pelas redes sociais e pelas conversas locais, despertando solidariedade e também questionamentos sobre como evitar que situações semelhantes se repitam.
A Lei Maria da Penha e as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica seguem como instrumentos fundamentais no combate a esse tipo de crime. No entanto, especialistas reforçam a necessidade de ampliar redes de apoio, facilitar canais de denúncia e investir em ações educativas que incentivem a quebra do silêncio em contextos de conflito familiar.
O caso continua sob investigação no 37º Distrito Policial (Campo Limpo). A expectativa é que laudos periciais e novos depoimentos tragam mais clareza nos próximos dias. Enquanto isso, a história de Angelina Maria Ramos permanece como um lembrete doloroso da urgência de proteger vidas e fortalecer mecanismos de prevenção à violência doméstica.





