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Comunicamos a morte da pequena Maria Eduarda

A cidade de Barra Mansa, no Sul Fluminense, amanheceu em clima de profunda comoção nesta terça-feira (10) após a confirmação da morte de uma criança vítima de um deslizamento de terra ocorrido na noite anterior. O episódio foi provocado por um forte temporal que atingiu o município e causou diversos transtornos em vários bairros. Por meio de nota oficial, a prefeitura confirmou o óbito e decretou luto oficial de três dias, em sinal de respeito e solidariedade à família e à comunidade afetada.

A vítima foi identificada como Maria Eduarda dos Reis Norberto, de apenas 5 anos. A criança estava em casa no momento em que o deslizamento aconteceu, no bairro Siderlândia, uma das regiões mais impactadas pela chuva intensa. A área é conhecida por possuir trechos de encosta e, segundo moradores, já existia uma preocupação antiga com os riscos durante períodos de chuvas fortes. A tragédia reacende discussões sobre prevenção, infraestrutura urbana e o monitoramento de áreas consideradas vulneráveis.

Após o deslizamento, Maria Eduarda foi socorrida rapidamente por equipes de emergência e encaminhada à Santa Casa de Barra Mansa. A menina foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebeu atendimento médico ao longo da madrugada. Apesar de todos os esforços da equipe de saúde, ela não resistiu, e o falecimento foi confirmado nas primeiras horas desta terça-feira, gerando grande repercussão e inúmeras manifestações de pesar nas redes sociais.

Em nota, a administração municipal lamentou profundamente a perda e prestou solidariedade aos familiares e amigos da criança. O decreto de luto por três dias prevê a suspensão de eventos festivos promovidos pelo poder público e marca um período de reflexão para a cidade. A prefeitura informou ainda que equipes de assistência social foram mobilizadas para oferecer apoio à família, incluindo acompanhamento psicológico, medida comum em situações de grande impacto coletivo.

Segundo a Defesa Civil, o volume de chuva registrado foi elevado e concentrado em poucas horas. Em cerca de três horas, foram contabilizados 72 milímetros de precipitação, índice considerado significativo para a região. O temporal causou deslizamentos de terra, desabamentos de imóveis, quedas de árvores e pontos de alagamento em diferentes bairros, exigindo atuação intensa das equipes de emergência durante toda a noite.

Além da criança que morreu, outras quatro pessoas ficaram feridas no mesmo incidente. O pai de Maria Eduarda sofreu escoriações, recebeu atendimento médico e já teve alta. Uma irmã da vítima, de 2 anos, sofreu fratura no crânio, passou por cirurgia e permanece internada na UTI, sob acompanhamento médico. Outra menina teve ferimentos leves e também já foi liberada. O estado de saúde da quarta pessoa ferida não foi detalhado pelas autoridades.

Enquanto Barra Mansa tenta retomar a rotina, o episódio reforça o alerta para os riscos associados a eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes. A Defesa Civil orienta moradores de áreas de encosta a ficarem atentos a sinais como rachaduras, estalos ou movimentação do solo, e a buscarem abrigo seguro em caso de chuva intensa. O caso deixa uma marca profunda na cidade e evidencia a urgência de ações preventivas para evitar novas tragédias e proteger vidas.

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