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‘Destruída’, confessa mãe de crianças desaparecidas há 16 dias em Bacabal no MA

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael completam 16 dias nesta segunda-feira (19 de janeiro de 2026), mantendo mobilizada uma vasta estrutura de segurança e resgate no quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

Clarice Cardoso, mãe das crianças, utilizou as redes sociais neste último domingo para compartilhar um desabafo profundo sobre a ausência dos filhos.

Em sua mensagem, ela descreveu o cenário de sofrimento e a convicção de que os menores permanecem vivos e acompanhados por alguém, apelando por uma intervenção divina que guie o retorno seguro dos dois.

“15 dias sem vocês, meus amores. Meu pensamento sempre é o mesmo: estão vivos e com alguém. Que Deus possa guiar a pessoa certa, um anjo, para encontrá-los. Estou com a mente destruída, o coração despedaçado, mas a fé que tenho em Deus é grande”.

A força-tarefa mobilizada para localizar os irmãos conta com a participação de centenas de pessoas, incluindo militares da Marinha e do Exército Brasileiro, equipes do Corpo de Bombeiros do Maranhão, policiais, agentes do ICMBio e diversos voluntários.

Como as varreduras terrestres nas áreas imediatas ao desaparecimento foram exaustivamente realizadas sem novos indícios recentes, a estratégia governamental foi ampliada para os meios fluvial e aéreo, utilizando aeronaves e embarcações.

Um avanço importante nas investigações ocorreu na última quinta-feira (15), quando as autoridades confirmaram, com o auxílio de cães farejadores, que as crianças se abrigaram em uma cabana improvisada na floresta por pelo menos uma noite.

Este rastro é fundamental para traçar a cronologia do deslocamento dos menores após o dia 4 de janeiro. Paralelamente, o primo das crianças, Anderson Kauan, de 8 anos, que foi localizado no dia 7 de janeiro em estado de debilidade, está recebendo cuidados.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou oficialmente que exames clínicos descartaram qualquer sinal de violência sexual contra Anderson.

Atualmente, o menino passa por um processo de escuta especializada conduzido por técnicos do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA).

O objetivo dessa abordagem sensível é colher detalhes adicionais que possam esclarecer o momento em que ele se separou dos primos e em qual direção os menores teriam seguido após deixarem o abrigo improvisado na mata

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